Quem Somos

JOCUM (Jovens com uma missão) é uma ONG – instituição filantrópica sem fins lucrativos – que preza os valores como: igualdade, fraternidade, desenvolvimento comunitário, justiça, diversidade e outros. Temos cerca de 7 mil voluntários de tempo integral. No Brasil iniciamos os nossos trabalhos em 1976. Temos como objetivo demonstrar nossos valores, através de ações concretas que ajudem na transformação da sociedade em todos os aspectos: educação, saúde, governo, economia, arte etc. Mesmo tendo uma visão da necessidade das transformações estruturais na sociedade como um todo, temos como principio não perder de foco a individualidade de cada ser humano.

Nós, enquanto organização, não estamos ligados a nenhum grupo político, porém reconhecemos a importância da política como parte das mudanças de um país, e formação de um povo consciente e atuante. Em cada um dos nossos projetos cremos que estamos ajudando a construir esta justiça. Acreditamos, que quando realizamos ações concretas de cidadania e damos à criança a oportunidades de crescimento, estamos desenvolvendo valores de justiça e inclusão social. Vivemos em uma sociedade baseada em privilégios para uma minoria em detrimento de uma maioria. Nosso objetivo, por meio dos nossos projetos é de ajudar a construir uma nação mais justa, igualitária, participativa, onde estes valores sejam uma realidade.

Borel

O morro do Borel é uma das comunidades mais antigas da capital, localizada no bairro da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. Tem uma população aproximada de 20 mil moradores, sendo a maioria delas compostas de jovens e crianças. As atividades da Jocum nesta comunidade se iniciaram em 1990, quando uma equipe motivada pelo pioneiro  Wellington Oliveira, mais conhecido como “Tio Wellington”, envia essa equipe para trabalhos missionários nesta comunidade. Tempos depois, tivemos ação relevante de Pedro Rocha Júnior, que com sua simpatia e entusiasmo liderou os trabalhos da Jocum na comunidade. Atualmente desenvolvemos várias atividades em nossos projetos: educação, saúde, arte e geração de renda. Nesta áreas temos a Creche Semente, Projeto Bom Tom (escola de música), Criarte (Artesanato), Projeto Inclusão Digital (Informática), Projeto Acolhedor (Dependentes Químicos) e Ambulatório (odontologia, psicologia, fisioterapia, cuidados de enfermagem, consulta médica e farmácia comunitária).

Hoje temos uma equipe permanente de 13 voluntários de tempo integral. Além deles, recebemos voluntários de tempo parcial, sendo vários da própria comunidade. Um dos nossos alvos é trabalhar e realizar junto com a comunidade em curto, médio e longo prazo projetos que visam a geração de renda e o preparo de jovens para o mercado de trabalho.

O Borel que você não viu na TV

O Borel tem uma história de luta, conquistas e solidariedade por parte dos seus moradores. A ocupação desta favela teve início em 1921, quando ocorreu a remoção dos Morros do Castelo e de Santo Antônio. Em 31 de dezembro de1931, foi fundada a terceira Escola de Samba do Rio de Janeiro, o GRES Unidos da Tijuca.

O nome Borel é uma referência a uma antiga marca de cigarros da Souza Cruz, cuja fábrica funcionava no mesmo morro onde hoje existe a favela. O desenho que vinha estampado nos maços do Borel, um pavão, que virou depois símbolo da Unidos da Tijuca.

Nos anos 50 teve lutas históricas desta comunidade contra a remoção. Além da união dos moradores para impediram a remoção, a comunidade contou com o apoio de pessoas como o adv. Dr. Magarinos Torres. A comunidade do Borel tem uma história marcante na organização comunitária. Em abril de 1954 foi fundada a União dos Trabalhadores Favelados, que posteriormente se constituiria na associação de moradores que tem o nome de União de Moradores do Morro do Borel.

A história dessa comunidade foi narrada no livro “As Lutas do Povo do Borel”. O autor Manoel Gomes é morador e líder local, que desempenhou um papel ativo na resistência às tentativas de remoção do morro. Tal livro prefaciado pelo então, senador Luis Carlos Prestes, do partido comunista, virou uma referência para estudiosos e moradores local (IBASE 2006). De fato, essa lutas ficaram registradas na memória dos moradores do Borel, que se organizaram para resistir as políticas de remoção de favelas iniciadas no Rio de Janeiro, a partir dos anos 1950, pelos governos Carlos Lacerda e outros. Em 1954, o território do Borel foi vendido para imobiliária Borel-Meuron, mas esta empresa não conseguiu efetivar a saída dos moradores. Como relatam Gonçalves & Amoroso (2011).

Além da Jocum, outros projetos e instituições tem contribuído com a comunidade:

  • Projeto Arteiras – Alimentação
  • Associação Comunitária Pró Favela
  • Condutores de Memória
  • Associação Projeto Roda Viva
  • Provir (Projeto Vida Renovada)
  • Associação de moradores do Morro do Borel
  • Fundação São Joaquim
  • Instituto de Cidadania Unidos da Tijuca
  • Rádio Comunitária Grande Tijuca
  • Rede Social do Complexo do Borel
  • Igrejas locais

CERTIFICAÇÃO INSTITUCIONAL

  • Título de Utilidade Pública Municipal – Lei nº 5.374 de 16/04/2012
  • Certificação do CMAS (Conselho Municipal de Assistência Social): Inscriação nº 877 – Processo: 08/001722/09 do dia 20/07/2010.
  • Certificação do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente): Registro nº 25/2010 do dia 16/06/2010.
  • Certificação Plataforma dos Centros Urbanos – UNICEF – Grupo Local “O Futuro é Agora”
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2 respostas em “Quem Somos

  1. Boa Tarde!
    Quero muito passar um dia com vocês ae na comunidade, eu também
    moro em uma comunidade, em Niterói, no Caramujo, que hoje esta na lista de umas das
    mais pergosas de Niterói, queria muito fazer algo pra ajudar a melhorar, vejo
    meninas novas se envolvendo com “bandidos” e meninos novos virando “bandidos”
    Vejo o desespero das mães desses meninos quando acontece tiroteios, alguns deles
    são filhos de pastores, ae eu fico me perguntando, meu Deus como deve estar o coração
    deles? Quantas tristezas. La na minha igreja, nós também trabalhamos com o pessoal da
    jocum, de Alagoas, tem uma ovelha que foi pra lá, pra jocum Maceió, e aoutra vai agora
    pra Campinas, a Laiana. Enfim. Estou com muita cede de ir pra i, só em saber que é uma
    comunidade e que eu também moro em uma comunidade, quero aprender muitas coias com
    vocês, nem que seja só pro um dia.

    BJS, ATÉ LOGO. REDIMAR.

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